sábado, 11 de julho de 2015

Falando Sobre: Boogiepop

Boogiepop. Boogiepop Phantom. Boogiepop Doesn't Laugh. Boogiepop Dual.




Há uma lenda entre as meninas da Academia Shinyo sobre Boogiepop, um Shinigami que pode levá-lo para longe, enquanto você ainda é jovem e bonita. Mas quando uma série de estudantes começam a ir em falta, logo se torna evidente que Boogiepop não é apenas uma lenda, e além disso, há muito mais acontecendo abaixo da superfície intocada da escola.

A série é composta por 15 Light Novels (escritas por Kadono Kyouhei e ilustradas por Ogata Kouji), uma série de anime ( Boogiepop Phantom ), um filme Live Acton, dois CDs e duas séries de mangá. A série também é creditado com iniciando a tendência Light Novel no Japão, e a série de anime, juntamente com vários dos romances foram lançado nos EUA pela Seven Seas Entertainment.

Atualmente, por já terem sido licenciadas há um bom tempo em Inglês, não existe muitos detalhes sobre as Novels, o que é uma pena.

Anime

Animado pela competente Madhouse (Sakura Cardcaptors, Chobits), Boogiepop Phantom foi ao ar pela primeira vez em janeiro de 2000 pela gigante TV Tokyo, em uma seqüência de 12 episódios que se estenderam por três meses de exibição. Infelizmente, uma só palavra para definir seu estilo não é o suficiente; neste caso, prefiro ficar com três: suspense, terror e psycho­ – este último é o que melhor define o anime, aproximando-o de séries como Paranoia Agent e Serial Experiments Lain, onde todos exibem um plot filosófico e dark, levando o espectador a mergulhar profundamente na trama e capturar a maior quantidade de detalhes que puder para enfim tentar encaixar as diminutas peças do quebra-cabeça, e entender uma das múltiplas facetas de interpretação que esse tipo de obra evoca.

Yuudaichi, de Suga Shikao, fo não só a abertura do Anime como o enceramento do Live Acton. A música foi lançada no álbum Sweet dele, e não existe a versão Single dela. A mesma coisa é com Mirai Seiki Maruhi Club da Kyoko, o encerramento do Anime, que também não foi inserida na OST do anime.

A série é licenciada na América do Norte e Europa pela Right Stuf International e distribuído pela ADV Films em DVD e VHS.

O enredo gira em torno de um fenômeno natural hipotético deveras incomum: um grosso feixe de luz é avistado nas proximidades da Shinyo Academy – uma escola local, e se interpõe durante alguns instantes entre a terra e o céu; o ocorrido provocara uma alteração no campo magnético da região, permitindo o aparecimento de uma espécie de aurora boreal – chamado erroneamente pelos habitantes de arco-íris, e que se faz presente na maioria dos episódios da série.

Entretanto, aparentemente a conseqüência mais importante do fenômeno vem a ser uma série de estranhos eventos envolvendo a população da cidade, como casos de desaparecimentos, suicídios e ganhos de estranhos dons por parte de alguns jovens. A culpa de algumas ocorrências é atribuída a uma lenda urbana, o Boogiepop (que vem a ser o próprio Shinigami – a Morte, para nós, ocidentais), embora seja revelado muito pouco sobre o tal mito.

Cada episódio é centrado em uma pessoa diferente – geralmente com dupla personalidade -, narrado pelo próprio protagonista; a trama explora de maneira deveras eficiente o que ocorrera na vida do personagem neste período de cinco antes do feixe de luz, e de como as escolhas feitas e os caminhos trilhados no passado, somados ao estranho ocorrido, refletem e influenciam sua vida no futuro (ou, no caso, presente).

Seguindo uma divisão nomeada por cenas, os episódios chocam e hipnotizam por retratar a vida de pessoas em forte crise emocional – fazendo uso de metáforas visuais belíssimas, cujo argumento comum é de cunho filosófico e advoga a favor de idéias como a inevitabilidade da evolução humana e a mudança de pensamento, a necessidade de superar erros passados e seguir em frente, a substituição da realidade por um mundo virtual como um erro, entre muitos outros; e é genial ao renegar parte do que defende, em uma clara colocação ambígua e aparentemente equivocada, para despertar a reflexão e atentar ao conceito de dualidade inerente à lógica do pensamento, e a discordância de opiniões opostas como algo saudável à discussão.

A profusão de sons e ruídos e seus mais variados significados também aguçam a mente, e integram o quebra-cabeça de maneira surpreendente. Uma nota crescente em especial é a chave para um dos conceitos mais belos da obra; o responsável por expressar o tempo como sendo uma percepção – uma discussão da física quântica – que define passado, presente e futuro como coexistentes. As músicas de abertura e fechamento também são contextualizadas, com letras pertinentes aos ideais defendidos no roteiro.

Mangás



Como dito acima, duas das novels de Boogiepop se tornaram mangá. Um é Boogiepop Doesn't Laugh, que é a base para o Live Action e o Anime.

O outro é Boogiepop Dual, que conta uma história inédita, é um spin-off ilustrado por Takano Masayki (blood Alone). Nele Boogiepop é o alter-ego de Akizuki Takaya, um garoto com um forte trauma no passado, e que recebe a assistência de Igarashi Motoka. Ela, apesar não se lembrar, já foi um dos receptáculos de Boogiepop, e os dois vão se unir para enfrentar um inimigo que fez parte do passado de Igarashi como Boogiepop.


Curiosidade

Quando eu descobri isso, eu fiquei de boca aberta. Afinal, segundo os créditos de The Big Bang Theory, quando eles estavam assistindo "Oshikuru", na verdade era Boogiepop Phantom.

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